Se me
coubesse definir a vida, eu o faria como um grande acoplado de quartos.
Quartos
grandes, pequenos, claros, escuros, cheios, vazios. Vivemos de quarto em
quarto. Cada quarto, um pedaço da nossa vida, uma cena de horas ou segundos,
feliz ou triste, amorosa ou fria. Tudo cabe em um quarto. Saímos de um para o
outro por portas que nós mesmos construímos. Mas nunca saímos deles. Somos
condicionados, apesar de tudo, a uma vida linear. Não somos capazes de ver.
Nossa vida é
presa em quartos, nossas mentes, em gaiolas. Cegos para o que acontece.
Ignorantes frente à vida.
Isso é o que
se paga por ser humano.
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